quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Confissões - Parte IV

 Um breve adendo de alguém que me olhava enquanto percorria meu caminho diante da Luz. Quem nunca tive contato até então. Só agora após seu relato profundo pude ter noção de como era andar a passos largos carregando um fardo do qual queria ter me livrado. Pensei que estava cansado, mas não, era o peso da consciência que me atormentava, invisível à um olhar físico, mas explícito para aqueles que sabem que nada mais rege a vida de um homem  a não ser sua própria consciência.



"E ele finalmente percebeu que seu maior medo não era o ato, mas sim o pesar moral de sua promessa, de dizer e alegar uma falsidade para a pessoa que ele amava, finalmente ele via  como isso deixava-o moralmente conturbado, de olhar nos olhos de sua amada e agir friamente, finalmente com uma canção tão bela e graciosa ele pode deixar isso ir embora, sua alma estava purificada, sua dívida estava paga. Ele abriu a janela de seu coração para a felicidade, iluminada ela foi, próspera como o vento que trouxe a firmeza em sua decisão, um novo homem nascia, apto a cumprir com sua palavra, pronto para nunca mais dizer em vão suas promessas. Desse momento em diante sua vida floresceu, seu peito abriu, pronto para acolher aquilo que ele disse de outrora com tanta veemência. Seus olhos brilhavam pelo canto melífluo que circundava esse pobre ser arrependido que carregava sua desgraça em suas costas, por fim isso trouxe sua felicidade."

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