quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Prurido

Seu corpo é minha tentação
Um olhar comtemplativo
Incita meus instintos
Faz-se desejo opressivo

Traços de uma mulher
Feitos com sutileza e sedução
Deixam-me com prazer
Minha vontade torna-se dedução

Vontade constante e manente
Não é superficial
Mas de natureza assente
De pensamento sentimental

Como posso resistir ao encanto
Ao fascínio e a devoção
De ver em tua beleza
Todo meu recanto

Sou vítima
Única e legítima
Fruto da ambição
Anseio e cobiça

Não oprima minha atenção
Ao seu belo corpo
A sua forma admirável
Aquilo que julgo agir com razão
Não nego , assumo
Meu instinto é minha prisão

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Entre a Flor e o Espinho : Parte I - O Verme

Sinto-me envolto pelo ódio , o meu sangue logo transmuta-se em uma coloração obscura,minha sombra que apenas projeta-se em minha forma logo se abarca por todo quarto.Sinto-me recluso por toda essa escuridão tráz consigo um frio tenebroso,capaz de aniquilar qualquer manifestação de vida , tudo isso numa relação de simbiose entre nós.Nos tornamos únicos em meu vazio ela encontra um mar para poder navegar livremente , é como se eu abrisse as portas para deixar todos meus sentimentos mais viciosos , desmoralizados e corrompidos estabelecerem sua própriba banca.Torno-me um verme,apenas um mero veículo de locomoção dominado pelas sombras,minha clemência é ínfima, foi banida dessa mente anômala que busca apenas sua auto-realização,essa que não é fruto de produto material algum, é algo mais profundo , algo conceitual.Ao lado da sombra eis que surge a fumaça , com sua forma sutil se envolve aos poucos , cria forma. A primeira surge a caveira , o verme fica assustado,pois a caveira não é digna de boa recordação, logo após transforma-se em uma rosa, o verme fica reflexivo,estende sua mão , mas quando a segura é machucado, em seu talo há um grande espinho,o verme passa a sangrar, o sangue não é mais vermelho, é preto , logo o verme cerca-se de seu próprio ódio,assim decide ficar.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sem Título

Sinto-me isolado
Busco em mim
Aquilo que parece
Estar preso com cadeado

Procuro , vejo o pó
Percebo seu encalço
Quanto mais penso
Mais essa busca
Deixa-me de pé-descalço
Sem idéias , sem referência

É como beber num copo vazio
Olhar sem direção
Olhar alheio e vadio
Deixa-lhe perdido
Sem posição

Torna-se mais intenso
Escuro e fechado
Aquilo que busco
Está preso com um cadeado

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Entre a flor e o espinho - Introdução

Sua sensibilidade é crítica e analítica , despreza olhares alheios e repudia-os com vigor.Sua Virtude ,entretanto , age como um ato violento , é como espinho de uma rosa , embora machuque-nos não paramos de contemplar a forma de sua flor , essa que carrega diversos predicados.Entre eles a sensibilidade que vos digo , és tua digníssima virtude.

Libído



Prazer eminente
Em um simples momento
Se torna veemente
Toma meus pensamentos
As poucos se transforma
Em algo sem sentimento

Desejo eloquente
Toma minha atenção
Me deixa diferente
Por mais que procure
Torno-me imprudente

Deixo de lado a inocência
Ela permanece obscura,
Calada e escondida
Incrédulo que sou
Apelo para opulência
Tomado pelo meu instinto
Agora vejo e não nego
Feito um animal estou.