Sinto-me envolto pelo ódio , o meu sangue logo transmuta-se em uma coloração obscura,minha sombra que apenas projeta-se em minha forma logo se abarca por todo quarto.Sinto-me recluso por toda essa escuridão tráz consigo um frio tenebroso,capaz de aniquilar qualquer manifestação de vida , tudo isso numa relação de simbiose entre nós.Nos tornamos únicos em meu vazio ela encontra um mar para poder navegar livremente , é como se eu abrisse as portas para deixar todos meus sentimentos mais viciosos , desmoralizados e corrompidos estabelecerem sua própriba banca.Torno-me um verme,apenas um mero veículo de locomoção dominado pelas sombras,minha clemência é ínfima, foi banida dessa mente anômala que busca apenas sua auto-realização,essa que não é fruto de produto material algum, é algo mais profundo , algo conceitual.Ao lado da sombra eis que surge a fumaça , com sua forma sutil se envolve aos poucos , cria forma. A primeira surge a caveira , o verme fica assustado,pois a caveira não é digna de boa recordação, logo após transforma-se em uma rosa, o verme fica reflexivo,estende sua mão , mas quando a segura é machucado, em seu talo há um grande espinho,o verme passa a sangrar, o sangue não é mais vermelho, é preto , logo o verme cerca-se de seu próprio ódio,assim decide ficar.