segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Confissões - Parte II
O tempo passou... Quando pensei que finalmente iria dar um último suspiro, depois de tanto padecer sobre a sombra que me cercava e de lá me fazia um desditoso prisioneiro de sua própria vontade, algo aconteceu. Depois de muito sofrimento passei a ver um caminho guiado pela luz que me tirou dessa escuridão, passei a ver como a luz da esperança é refulgente ao trazer do abismo uma alma estropiada que lá pensou que jamais sairia, cercada de demônios que a faziam sofrer pelo preço da solidão. Aos poucos pude me levantar, erguer a cabeça e por fim, caminhar. Passei a recompor-me aos poucos, motivado por essa magnificente inspiração que guiava meus passos por esse caminho que me tirava do meu pesadelo e fazia com que as noites - de outrora não dormidas - fosse regadas por sonhos harmoniosos que traziam os anjos que pensei nunca mais ver. A aparência de um homem que pensava ter arrancado do seu peito o coração - de uma maneira sobremística - para aliviar o peso que nele caia todas as noites, agora exultavam um sorriso, uma motivação. Nela pude ver como é doce o prazer da alegria, estava disposto a nunca mais voltar para aquele lugar horrendo, cheio de espectros que se mortificavam em minha mente quando o sol se punha. Meus passos se tornavam mais rápidos, a luz ficava cada vez mais cintilante, eu queria chegar perto dela, vê-la resplandecendo em meu rosto, meu coração tornava a bater novamente, depois de um período que cada vez que sentia-o pulsar era como uma faca encravada em meu peito.
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