domingo, 19 de dezembro de 2010

Pela Chuva

Pela chuva caida
Gota por gota
Caem em direção
Desse teto
Por esse solo
Molham sem exceção

Gotas serenas
Sem fragor,sem ruido
O seu cair
Delicado e sutil
Por cada gota
Encontam meu perfil

Que assim desça
Do palmo da minha mão
Por minha cabeça
Sensação que preciso sentí-la
Que a chuva traga
Meu alivio imediato

Deixe a chuva cair
Que caia sem direção
Afim de agir
Afim de trazer minha ambição

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ao Fim

Pergunto , questiono
Nada encontro
Estou cingido
Por todos os lados
Nada há

Por lugar nenhum
Nem no vazio encontro
É difícil , não é comum
Nem ao menos uma bóia
Para me tirar
Desse mar de dúvida
Por mais que seja paranóia

Afogo-me aos poucos
Não consigo mais nadar
Estou envolto pela água
Meu esforço fica lânguido
Sinto-me fraco , debilitado

Começo a soçobrar
Em um plano desconhecido
Meu vazio começa desmoronar
Chega ao fundo , inerte
Ao fim de tudo,não posso ceder
Deixar, largar pra trás
O vazio está distante
Ao fundo encaminho

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Nesse Vazio Faço-me Livre

Nesse vazio faço-me livre
Lugar abstrato , ermo e calmo
Meu refúgio almo
O qual vivo sozinho

Aqui sou rei,sou autoridade
Sou maior que Deus
E terrível feito o Diabo
Minha palavra é lei imutável
Certeza inata
Durará pela eternidade

Perguntam qual é o caminho
Querem compartilhar do vazio
Porém o vazio é pessoal
Único e subjetivo
Manifestação ideal de um paraíso

Ofendo-os por ser egoísta
Não sinto ressentimento
Suas palavras são supérfluas
Não há argumento
Para que eu aceite de boa vontade
Oferecer meu divertimento

Pobre dos que ficam , presos aqui
Nesse lugar descomedido
Presos a um mundo de sombras
Corpos desfalecidos.

Nesse vazio faço-me livre
Lugar abstrato , ermo e calmo
Meu refúgio almo
Paraíso desejado
Latíbulo anseiado
Minha lacuna sentimental
Calmo e querido,como criei
Digo com eloquência
Aqui ficarei!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Para Ela , Meu Coração #1

O que posso dizer
Se não posso alegar
Concordar e comprometer
Uma flor que não posso mostrar

Tenho de deixar preso
Isolado , contido
Pro final sair ileso
Afim de ser coibido

Pensamento que deveras fosse
Natural e inato
Que quando quis se sobreposse
De forma rápida , algo imediato

Precisei assumir , confesso
Demasiadamente , em excesso
Sofro , não nego
Tampo meus olhos , estou cego

Deixo de lado minha inércia
Não quero facécia
Quero minha cobiça
Por mais que não compreenda
Não aceito tamanha injustiça

Sou ser sincero
De remorso severo
Que não quer a negação
Quero a essência
Anseio seu coração.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Uma breve crítica ao consumismo

Olhe,pare,preste atenção e COMPRE,é isso que nos deparamos no modo de vida

atual.Cada vez mais temos produtos que nos seduzem,aliciam,induzem,instigam a

puxar a carteira e efetuar o ato de compra.Mas o que há de errado nisso - o

leitor pode-se perguntar- ?A princípio parece um hábito,uma necessidade,uma

ação ordinária e usual,porém por ser desse mesmo caráter é que se qualifica o

problema.O dinheiro - ah! como é precioso!- funciona como um simbiótico entre

o ser humano, trabalho recebo-o , assim que recebo-o gasto,gasto com o que ?

inicialmente com minhas despesas básicas e minhas necessidades - e gastar

para que ? por que não gastar ? - ótimas indagações!Eu digo.Isso resulta-me

um questionamento insaciável,por que temos tamanha necessidade de gastar

dinheiro ? Um carro novo,celular,casa,apartamento,vestuário,por fim a auto-

realização,a busca pelo prazer oferecido por uma mera cédula de papel.Ter

dinheiro hoje em dia é uma virtude.Ele é um mediador entre você e sua

realização,sua ferramente essencial para conclusão do trabalho.Creio que

somos seres de uma dualidade única e controversa, somos "ativos/passivos" ,

vivemos em uma sociedade capitalista que oferece um bombardeio iminente de

bens materiais e consumíveis, ao entrar diretamente nessa abalroação somos

passivos e aceitamos o consumismo como religião oficial desse sistema,após

esse contato nos tornamos um ser ativo,o qual acaba - de maneira ingênua -

tornando-se adepto dessa crença e materializamos verbos como

comprar,adquirir,obter,possuir...e após isso lhes digo, tornamo-nos

excelentes religiosos dignos de uma devoção fervorosa as quais prestamos

todas nossas contas no final do mês.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Prurido

Seu corpo é minha tentação
Um olhar comtemplativo
Incita meus instintos
Faz-se desejo opressivo

Traços de uma mulher
Feitos com sutileza e sedução
Deixam-me com prazer
Minha vontade torna-se dedução

Vontade constante e manente
Não é superficial
Mas de natureza assente
De pensamento sentimental

Como posso resistir ao encanto
Ao fascínio e a devoção
De ver em tua beleza
Todo meu recanto

Sou vítima
Única e legítima
Fruto da ambição
Anseio e cobiça

Não oprima minha atenção
Ao seu belo corpo
A sua forma admirável
Aquilo que julgo agir com razão
Não nego , assumo
Meu instinto é minha prisão

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Entre a Flor e o Espinho : Parte I - O Verme

Sinto-me envolto pelo ódio , o meu sangue logo transmuta-se em uma coloração obscura,minha sombra que apenas projeta-se em minha forma logo se abarca por todo quarto.Sinto-me recluso por toda essa escuridão tráz consigo um frio tenebroso,capaz de aniquilar qualquer manifestação de vida , tudo isso numa relação de simbiose entre nós.Nos tornamos únicos em meu vazio ela encontra um mar para poder navegar livremente , é como se eu abrisse as portas para deixar todos meus sentimentos mais viciosos , desmoralizados e corrompidos estabelecerem sua própriba banca.Torno-me um verme,apenas um mero veículo de locomoção dominado pelas sombras,minha clemência é ínfima, foi banida dessa mente anômala que busca apenas sua auto-realização,essa que não é fruto de produto material algum, é algo mais profundo , algo conceitual.Ao lado da sombra eis que surge a fumaça , com sua forma sutil se envolve aos poucos , cria forma. A primeira surge a caveira , o verme fica assustado,pois a caveira não é digna de boa recordação, logo após transforma-se em uma rosa, o verme fica reflexivo,estende sua mão , mas quando a segura é machucado, em seu talo há um grande espinho,o verme passa a sangrar, o sangue não é mais vermelho, é preto , logo o verme cerca-se de seu próprio ódio,assim decide ficar.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sem Título

Sinto-me isolado
Busco em mim
Aquilo que parece
Estar preso com cadeado

Procuro , vejo o pó
Percebo seu encalço
Quanto mais penso
Mais essa busca
Deixa-me de pé-descalço
Sem idéias , sem referência

É como beber num copo vazio
Olhar sem direção
Olhar alheio e vadio
Deixa-lhe perdido
Sem posição

Torna-se mais intenso
Escuro e fechado
Aquilo que busco
Está preso com um cadeado

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Entre a flor e o espinho - Introdução

Sua sensibilidade é crítica e analítica , despreza olhares alheios e repudia-os com vigor.Sua Virtude ,entretanto , age como um ato violento , é como espinho de uma rosa , embora machuque-nos não paramos de contemplar a forma de sua flor , essa que carrega diversos predicados.Entre eles a sensibilidade que vos digo , és tua digníssima virtude.

Libído



Prazer eminente
Em um simples momento
Se torna veemente
Toma meus pensamentos
As poucos se transforma
Em algo sem sentimento

Desejo eloquente
Toma minha atenção
Me deixa diferente
Por mais que procure
Torno-me imprudente

Deixo de lado a inocência
Ela permanece obscura,
Calada e escondida
Incrédulo que sou
Apelo para opulência
Tomado pelo meu instinto
Agora vejo e não nego
Feito um animal estou.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Memórias de um Carnaval - Parte II

(..)rodeado pelas sombras de uma noite chuvosa , via seu sonho escorrendo como cada gota de chuva que batia na janela do ônibus , era algo passageiro nada mais , entretanto estava envolto de seus próprios sentimentos , aqueles que jurava jamais ceder... A cada vulto que se observava sentia-se sozinho , preso em sua própria prisão , encontrava-se diante de sua própria questão , porém a mesma sempre pensava , mas não sabia responde-la. (...)

Sombra que cerca o chão
Se espalha pela parede
Transforma-se em rede
Torna-se prisão

Noite que é bela
Sutil e discreta
Surge pela janela
Inspira o poeta

Seus poemas escreve
junto ao teu pensamento
Tua sombra,tua inspiração.
==============================
O Homem é refem do seu instinto
Um fato absoluto
Preso a seu pensamento
Desde velho , desde o nascimento
Filho de seu produto.

Preso a seus instintos está
Ele não os pode deter
Seus pensamentos,seus desejos
Deixar de ser refém? nunca conseguirá !

Prevalesce sua natureza
Seu sentimento profundo
Sua mais pura fraqueza
Oh! Pobre vagabundo
Deixar de ser refém nunca conseguirá !

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Memórias de um Carnaval - Parte I

Tais versos são dedicados a uma experiência única que passei em toda vida , a qual posso dizer foi muito gratificante.Sendo de tal maneira decidi resumir todo período em poemas , pois acho que não há outra maneira de combinar sentimentos nunca antes explorados como algo tão belo e fascinante como a poesia.

Suas palavras soavam como poesia
Seus atos não pareciam compreensíveis
Aquela imagem indescritível
Cada vez tomava mais forma,
Cada vez mais nítida
Parado diante ao espelho
Entenderia,é apenas uma imagem invertida.
=========================================
Pensando em palavras certas
Palavras mais leves que as cinzas
Palavras distantes,palavras perdidas.



segunda-feira, 26 de julho de 2010

Olhar pelas estrelas

Olho pela janela
Com olhos atentos
E discretos
Cheios de cautela

Busco inspiração
Em cada estrela
Procuro uma idéia
Abstrata ou concreta
Que traga explicação

Olho pela janela
Com olhos atentos
Procurando palavras
Procurando idéias.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Lágrimas de Moça

Lágrimas de moça
Caem pelo sofrimento
Feito chuva e trovão
Carregadas de sentimento

Lágrimas que são pesadas e perenes
Que refletem ilusão
Pobre moça , acolhida em seu pranto
Não consegue enxergar e perceber
Seu sorriso parece cansado , começa esvaecer...

domingo, 27 de junho de 2010

"Rio de Lágrimas , Mar de Sentimentos"

Como poderia comparar a chuva ? Lágrimas sem fim de uma decepção ? Não seria aceitável , pois essas são como um rio ,carregam todo sofrimento e depois desaguam no oceano onde encontram uma quantidade enorme de sentimentos , os quais se misturam
e esvaecem ,toda singularidade do rio se torna uma pluralidade , que em contato com a mais diversa quantidade se faz perder , esquece-se e transforma-se , mas volta como onda encontrando a praia e sentados na areia estamos nós.Talvez vamos a praia olhar o grande oceano e procurar nele o sentimento que nos falta , esperando a onda trazê-lo e tirar de nós , penso que os peixes sejam os melhores bem-aventurados , pois estão em direto contato com tamanha diversidade , tanto é que quando retirados da preciosa água , morrem , talvez não suportam viver sem sentimentos , que criatura fabulosa , sem dizer uma palavra se representa de maneira tão poética.

sábado, 26 de junho de 2010

Amigo

Meu amigo
O que faz tão sozinho
Deixe-me conversar com você
Não sou seu inimigo

Uma vez cheguei a pensar
Se o o homem com
Toda sua vontade
chegaria a voar

Tudo isso meu amigo dizia
Em uma conversa longa
Sentados nesse banco
Sentindo a maresia
A conversa se prolonga

Colega , companheiro
Poderiamos conversar
O dia inteiro
Meu pobre amigo
Havia descoberto
O preço do castigo

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Medo

Eu não sinto medo
Apenas sinto-me sozinho
Solitário e pensativo
Esse é meu segredo

Segredo como tal
Não deve ser dito
Por mais que seja natural
Considero um delito

Culposo e sem precedente
É uma preocupação
Coisa de gente incoerente
Que cai em contradição

Como medo posso não ter ?
Solidão não é meu problema
Como poderei perceber?

Logo aparece , tão sutil
Cauteloso e discreto
Sempre a minha presença
Sempre direto

Sr medo o que faz aqui ?
Seu desejo não há de se realizar
Sagaz e ardiloso tenta me persuadir
Suas palavras nada adianta
Acaba derrotado, decide partir

Eu não sinto medo
Apenas sinto-me sozinho
Solitário e pensativo
Esse é meu segredo

Sorriso

Sorriso de moça
Suave e sutil
Que bate com força
Mas sempre gentil

Sorriso contente
Em rosto d'moça
Tão harmonioso
É evidente

Sorriso que vejo
De moça carinhosa,
Doce e graciosa
És meu desejo

O Canto

Caio F. Apparício

Onde está a mulher perfeita ?
Feita de uma incógnita sem resposta
Fruto de idéias de uma aposta ?

No fundo do oceano
No mais suave canto de uma sereia
Se dilata o sentimento humano

O canto mais sensível
De natureza tão suave
Para o homem , ininteligível

Seu pensamento se dirige
Por dias e meses afim
Um conceito se exige
Pra mim , enfim

Transporta-se sua essência
Por frases e palavras
Preenchendo sua carência

Do fundo do oceano
Por dias e meses afim
Com notas de piano
Trago meu engano pra mim

Eu

O ser sozinho , ser preso a uma realidade abstrata que a minha interpretação se torna concreta , de tamanha dependência que sinto-me preso a ela. Como um convite amigável em hora de solidão , é um passaporte para o seu alter ego que aos poucos adquire sua forma e proporção , de repente você se torna aquilo que tanto anseia de maneira tão esperada,é algo gratificante , mas todo convite tem seu fim e quando esse chega você espera pelo próximo pois nunca se sentiu tão bem e chega ao ponto de olhar ao espelho e pedir ao cara em frente que volte , pois ele é quem você quer ser , um breve "surto" de loucura estabelece um diálogo a fim de trazer uma próxima oportunidade , diálogo esse que muito utiliza-se persuasão a fim de trazê-lo do outro lada para que todos o conheçam , afinal de contas quem não quer "nos ver bem" , ao certo porto de dizerem que nem parece você.

"Gostaria que você pudesse vir , vir e ficar pois preciso de você e não sabe o tanto.quando você veio ninguém acreditou , pareciam espantados , embora me conhecessem ficaram perplexos diante de nós , engraçado que sempre estivemos juntos e não entendo o motivo de tamanho espanto.me pergunto com muita dúvida como podemos ser tão parecidos se somos diferentes ,sooa contraditória eu sei , mas é nessa contradição que busco a resposta."

O Fim do Silêncio

Após permanecer obscurecido , decido tornar ao conhecimento público meus escritos , aqueles os quais escrevi em diversas situações e motivos , todos agora passam de um mero manifesto pessoal para conhecimento daqueles que me pediram possam conhecê-los.