segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ódio de uma noite só

Meu ódio é fruto incessante
Nasce perante a dor
Junto do coração exasperado
Que traz esse torpor

Não posso conter
A vontade de matar
E destruir
Tudo o que odeio
Afim de me satisfazer...
Ver sangue no ar

Minha vontade é mórbida
Lúgubre e fúnebre
Meus desejos de ódios
Transformam-se
Em um lobo sedento por sangue
Numa noite sombria
Devora sua presa sem misericórdia
Como na epopeia  nórdica
O mais fortes dos deuses encontra seu fim...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Visita

Entra pela janela
Em noite fria
Com seu suspiro
Não hesita em apagar a vela

Passa pelo quarto
Anda pela casa inteira
No silêncio fica harto
Apaga até a lareira

É assim que é a ausência
Vem na noite fria
Trás companhia
Ai vem a carência...