segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ao Fim

Pergunto , questiono
Nada encontro
Estou cingido
Por todos os lados
Nada há

Por lugar nenhum
Nem no vazio encontro
É difícil , não é comum
Nem ao menos uma bóia
Para me tirar
Desse mar de dúvida
Por mais que seja paranóia

Afogo-me aos poucos
Não consigo mais nadar
Estou envolto pela água
Meu esforço fica lânguido
Sinto-me fraco , debilitado

Começo a soçobrar
Em um plano desconhecido
Meu vazio começa desmoronar
Chega ao fundo , inerte
Ao fim de tudo,não posso ceder
Deixar, largar pra trás
O vazio está distante
Ao fundo encaminho

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Nesse Vazio Faço-me Livre

Nesse vazio faço-me livre
Lugar abstrato , ermo e calmo
Meu refúgio almo
O qual vivo sozinho

Aqui sou rei,sou autoridade
Sou maior que Deus
E terrível feito o Diabo
Minha palavra é lei imutável
Certeza inata
Durará pela eternidade

Perguntam qual é o caminho
Querem compartilhar do vazio
Porém o vazio é pessoal
Único e subjetivo
Manifestação ideal de um paraíso

Ofendo-os por ser egoísta
Não sinto ressentimento
Suas palavras são supérfluas
Não há argumento
Para que eu aceite de boa vontade
Oferecer meu divertimento

Pobre dos que ficam , presos aqui
Nesse lugar descomedido
Presos a um mundo de sombras
Corpos desfalecidos.

Nesse vazio faço-me livre
Lugar abstrato , ermo e calmo
Meu refúgio almo
Paraíso desejado
Latíbulo anseiado
Minha lacuna sentimental
Calmo e querido,como criei
Digo com eloquência
Aqui ficarei!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Para Ela , Meu Coração #1

O que posso dizer
Se não posso alegar
Concordar e comprometer
Uma flor que não posso mostrar

Tenho de deixar preso
Isolado , contido
Pro final sair ileso
Afim de ser coibido

Pensamento que deveras fosse
Natural e inato
Que quando quis se sobreposse
De forma rápida , algo imediato

Precisei assumir , confesso
Demasiadamente , em excesso
Sofro , não nego
Tampo meus olhos , estou cego

Deixo de lado minha inércia
Não quero facécia
Quero minha cobiça
Por mais que não compreenda
Não aceito tamanha injustiça

Sou ser sincero
De remorso severo
Que não quer a negação
Quero a essência
Anseio seu coração.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Uma breve crítica ao consumismo

Olhe,pare,preste atenção e COMPRE,é isso que nos deparamos no modo de vida

atual.Cada vez mais temos produtos que nos seduzem,aliciam,induzem,instigam a

puxar a carteira e efetuar o ato de compra.Mas o que há de errado nisso - o

leitor pode-se perguntar- ?A princípio parece um hábito,uma necessidade,uma

ação ordinária e usual,porém por ser desse mesmo caráter é que se qualifica o

problema.O dinheiro - ah! como é precioso!- funciona como um simbiótico entre

o ser humano, trabalho recebo-o , assim que recebo-o gasto,gasto com o que ?

inicialmente com minhas despesas básicas e minhas necessidades - e gastar

para que ? por que não gastar ? - ótimas indagações!Eu digo.Isso resulta-me

um questionamento insaciável,por que temos tamanha necessidade de gastar

dinheiro ? Um carro novo,celular,casa,apartamento,vestuário,por fim a auto-

realização,a busca pelo prazer oferecido por uma mera cédula de papel.Ter

dinheiro hoje em dia é uma virtude.Ele é um mediador entre você e sua

realização,sua ferramente essencial para conclusão do trabalho.Creio que

somos seres de uma dualidade única e controversa, somos "ativos/passivos" ,

vivemos em uma sociedade capitalista que oferece um bombardeio iminente de

bens materiais e consumíveis, ao entrar diretamente nessa abalroação somos

passivos e aceitamos o consumismo como religião oficial desse sistema,após

esse contato nos tornamos um ser ativo,o qual acaba - de maneira ingênua -

tornando-se adepto dessa crença e materializamos verbos como

comprar,adquirir,obter,possuir...e após isso lhes digo, tornamo-nos

excelentes religiosos dignos de uma devoção fervorosa as quais prestamos

todas nossas contas no final do mês.