segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Confissões - Parte III
Meu caminho é longo, vasto, e certas vezes quando olho para o lado vejo figuras entre as árvores que parecem me atentar, querem me deixar assustado com o que está por vir. Parecem querer que meus passos desandem. Sei que não posso me submeter a tal fraqueza por mais que elas tentem usar qualquer artifício para me convencer de sua verdade, quando olho bem em seus olhos eu vejo que são como emissários da solidão, querendo me trazer de volta para aquela prisão que ela rege com sua adaga e que pretende novamente perfurar meu coração fazendo dele um sofrimento perpétuo. Quando volto a olhar para o caminho que preciso seguir vejo a luz enaltecer seu brilho e retomar minha atenção, sigo assim, guiado por ela, que me faz tão bem que mesmo distante ainda está lá me esperando, não posso olhar para os lados, pois lá só minha tormenta espreita. Como é portentosa essa luz que brilha no horizonte, como fico feliz de saber que ela veio e está a me aguardar, meus olhos se enxem de lágrimas oriundas dessa sensação que exulta meu coração, sinto-me vigoroso, disposto a passar por tudo para em seu fulgor me acolher. Ela está próxima, consigo sentir dentro do meu peito, é como ela já estivesse dentro dele me proporcionando tamanho bem estar, recordando-me do passado ela me faz criar asas, como um anjo visitando o céu, tão lindo e puro. Diferente do lugar que por um momento achei que suplicaria pela eternidade.
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