segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ao Fim

Pergunto , questiono
Nada encontro
Estou cingido
Por todos os lados
Nada há

Por lugar nenhum
Nem no vazio encontro
É difícil , não é comum
Nem ao menos uma bóia
Para me tirar
Desse mar de dúvida
Por mais que seja paranóia

Afogo-me aos poucos
Não consigo mais nadar
Estou envolto pela água
Meu esforço fica lânguido
Sinto-me fraco , debilitado

Começo a soçobrar
Em um plano desconhecido
Meu vazio começa desmoronar
Chega ao fundo , inerte
Ao fim de tudo,não posso ceder
Deixar, largar pra trás
O vazio está distante
Ao fundo encaminho

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